Mulher Maravilha – A História

Mulher Maravilha

Mulher-Maravilha (em inglês, Wonder Woman)[1] é uma personagem fictícia de histórias em quadrinhos publicadas pela editora estadunidense DC Comics,[2] originalmente é uma super-heroína guerreira de origem greco-romana[3], alter ego da Princesa Diana de Themyscira, ilha oculta, também conhecida como Ilha Paraíso, local da civilização de amazonas (como as figuras da lenda grega-romana). Como emissária de Themyscira para o Mundo do Homem, assume o pseudônimo de Diana Prince, identidade secreta que ela adotou para se aproximar da humanidade no Universo DC.[4][5][6] Entre os super-heróis, ela era a mulher independente, não menina. Membro honorário da Sociedade de Justiça da América, primeiro grupo de super-heróis a aparecer historicamente nas Histórias em Quadrinhos. Na Era Prata, fundadora da Liga da Justiça permanecendo até hoje.[7][8]

Sua primeira aventura foi na revista All Star Comics #8 de dezembro de 1941, nos Estados Unidos,[9] escrita pelo psicologo-escritor William Moulton Marston, com pseudônimo Charles Moulton, co-criada por sua esposa, a advogada Elizabeth Marston e desenhada por Harry G. Peter.[10][11] A história tem continuação direta em Sensation Comics #1 de janeiro de 1942.[9] Com o sucesso alcançado, ela ganhou sua própria revista em quadrinhos em maio de 1942, Wonder Woman #1, que foi transferida exclusivamente para a DC Comics em 1944.[12][13][14]

Sua história sofreu alterações com o passar dos anos, com retcons, reboots e novas origens. Entretanto, apesar das diferentes origens e dos diferentes uniformes, é possível dizer que a essência da personagem permaneceu a mesma desde sua criação.[15] Filha da Rainha Hipólita da civilização de amazonas da ilha paradisíaca Themysira, a Princesa Diana foi mandada como Mulher-Maravilha ao “mundo dos homens” para propagar a paz, sendo a defensora da verdade e da vida na luta entre os homens e o firmamento, entre os mortais e os deuses. Possuindo habilidades super-humanas e seu laço da verdade e os braceletes da vitória.[6][16]

Membro real da sociedade de Themysira, teve treinamento rígido pela General Philippus. Seu principal parceiro e interesse amoroso é Capitão Steve Trevor, suas parceiras mirins de equipe são conhecidas como Garotas Maravilhas, suas principais apoiadoras são membros da sororidade Garotas Holliday liderados por Etta Candy.[17]

Criada na chamada “Era de Ouro dos heróis”, mesmo período de Superman e Batman, ela se tornou um sinônimo de mulher poderosa e uma das mais poderosas defensoras da paz e da igualdade[6][16], fazendo parte da Santíssima Trindade da DC Comics e muitas vezes funciona como o equilíbrio entre os extremos de O Ultimo Filho De Krypton e O Cavaleiro de Gotham.[13][18][19]

Na Era de Prata, até então filha única da rainha, descobre ter uma irmã gêmea chamada Núbia, origem apagada em Crises nas Infinitas Terras. No final de 2011, quando a DC promoveu um grande reboot de sua cronologia dentro da fase que foi chamada de Os Novos 52, passa ser filha de Zeus, o deus dos deuses greco-romana,[20] e Jasão passa a ser seu irmão gêmeo, origem questionada na fase Renascimento. Como um dos super-heróis mais famosos do mundo e é a personagem feminina mais famosa entre eles.[8]

Seu principal diferencial perante as outras super-heroínas é que ela não é um spin-off de um super-herói masculino (como Supergirl e Batgirl), nem foi criada para ser o interesse de amor de um super-herói masculino (Mulher-Gavião, Miss Marvel, Bulletgirl, Batwoman), parente (Mary Marvel, Mulher-Hulk), token de equipe (Mulher-Invisível, Garota Marvel) ou femme fatale (Mulher-Gato, Viúva Negra).[8]

A Mulher Maravilha também foi adaptada para diversas outras mídias, como jogos de videogame ou desenhos animados.[21] No mundo real, momentaneamente, embaixadora honorária da Organização das Nações Unidas[22] e é considerada um dos maiores ícones da cultura pop do gênero feminino da nona arte[23] e ícone da cultura feminista.[24]

caricatura e desenho

Origens nos Quadrinhos

Origem 1

Os quadrinhos divergem quanto à origem de Diana, mas a primeira, dos anos 40, determina que ela foi esculpida do barro pela mãe, a rainha Hipólita (já que não havia homens na ilha das amazonas), e abençoada por todos os deuses do Olimpo. Seus poderes se originam diretamente de lá: “Bela como Afrodite, sábia como Atena, forte como Hércules e rápida como Hermes”, descreviam os primeiros quadrinhos.

Origem 2

Nos primeiros volumes das novas origens de Diana em Os Novos 52, nos deparamos com uma batalha dos deuses onde Zeus tentou se esconder na ilha das Amazonas, mas foi surpreendido por Hipólita, a rainha delas. Eles lutaram um contra o outro só que com o decorrer dos encontros, Zeus e Hipólita foram se apaixonando. Dessa união tiveram uma filha: Diana Prince, a Mulher-Maravilha. As origens do barro ainda são citadas nesta história. A rainha das Amazonas, a fim de esconder seu relacionamento com Zeus, conta que sua filha foi gerada e moldada do barro. No entanto, com o passar dos anos a Mulher-Maravilha descobre toda a verdade. Hipólita havia mentido para proteger a filha da fúria de Hera.

Criação e concepção

As revistas em quadrinhos surgiram na década de 1930, criadas por Maxwell Gaines, fundador da editora All-American Publications. Rapidamente se tornaram uma febre, com vendas mensais ultrapassando a casa das 10 milhões de cópias. O sucesso trouxe também um forte grupo opositor, que julgava as histórias como péssimas influências para as crianças.[25] Na mesma época, em uma entrevista 25 de outubro de 1940, realizada pela ex-aluna de Marston, Olive Byrne (sob o pseudônimo de “Richard Olive”) e publicado pela Family Circle, intitulado “Não ria dos Quadrinhos”, William Moulton Marston descrevia o que viu como o potencial educacional das histórias em quadrinhos[26], um artigo deu sequência a entrevista e foi publicado dois anos mais tarde em 1942.[27] Este artigo chamou a atenção de Max Gaines, que empregou Marston como consultor educacional da National Periodicals of American publications[25] e All-American Publications, duas das companhias que se fundiriam para dar forma a futura DC Comics.

Gaines sentia que faltava algo de novo nas histórias de super heróis que publicava na época e encarregou Moulton de criar um personagem diferente. Moulton, ainda ponderando sobre como seria o personagem, sabia que gostaria que esse novo herói abraçasse o amor e a paz no lugar da violência e guerra, algo tão comum no meio dos quadrinhos. Muito embora os ideais do novo herói estivessem claros na mente de Moulton desde o início, foi Elizabeth Marston, esposa do psicólogo, a responsável por acender a fagulha que levaria a criação da primeira super heroína e da Mulher-Maravilha como a conhecemos.

William Moulton Marston, um psicólogo já famoso por inventar o polígrafo (precursor mecânico do laço mágico), teve a ideia para um tipo novo de super-herói, um que triunfaria não com punhos ou poderes, mas com amor. “Bom”, disse Elizabeth. “Mas faça-o uma mulher.

 

Marston introduziu a ideia á Max Gaines, cofundador (juntamente com Jack Liebowitz) do All-American Publications. Dado o sinal verde, Marston desenvolveu a Mulher Maravilha com Elizabeth (a quem Marston acredita ser um modelo de mulher não convencional ao que se havia em sua época).[25]

O psicologo e inventor tinha quatro filhos e duas esposas, ambas cultas e independentes. O trio vivia sob o mesmo teto, numa relação consensual.[29] Ele incentivava tanto o movimento sufragista quanto o feminismo, para ele as mulheres deveriam ser tão livres e independentes quanto quisessem, e deveriam ter a opção de continuar os estudos em universidades se assim o desejassem – o que era o caso de Elizabeth, que possuía três diplomas de nível superior, era mãe e trabalhadora. A situação poligâmica também envolve Olive Byrne – outra mulher a inspirá-lo na criação da guerreira amazona e sobrinha de uma importante feminista do século XX Margaret Sanger.[15][30]

H. G. Peter foi escolhido a dedo para desenhar a história de uma nova heroína. Nos anos 1910, o desenhista fez parte da equipe artística da revista Judge e contribuiu para a página sufragista The Modern Woman.[31] Marston pediu que a Mulher-Maravilha fosse desenhada com base nas pin-ups que Alberto Vargas publicava na revista masculina Esquire.[29] Referências da vida de Marston são visíveis na personagem. Como Sadie, Diana era uma “amazona” – mas uma amazona da mitologia grega. Como Olive, Diana usava braceletes – mas para desviar balas. [29] Marston também possuía um estranho fascínio em descobrir os segredos das pessoas, é o inventor do polígrafo, popularmente conhecido como detector de mentiras. E sua obsessão e invenção tomam forma no “laço da verdade” usado pela heroína quando os vilões tendem a não cooperar com seu propósito.[32] Adepto de Bondage a prática aparece nas entrelinhas das histórias da heroína e sua roupa da personagem representa um símbolo da liberdade, patriotismo americano.[29]

Em fevereiro de 1941, ele enviou um rascunho datilografado da primeira parte de “Suprema, a Mulher Maravilha”. Para um editor, Gaines atribuiu Marston a Sheldon Mayer, que editou o Superman. Em uma carta que Marston enviou a Mayer com seu primeiro roteiro, ele explicou o “sub-significado” da história.[33] O nome “Suprema, The Wonder Woman” logo foi rejeitado por ser muito parecido com o nome “Superman”, e encurtado por Mayer.[14][33][34]

Maxwell Charles Gaines (da editora) e William Moulton Marston (criador da personagem) não tinham certeza de como uma heroína feminina seria recebido. No começo, ele escreveu os quadrinhos sob o pseudônimo de Charles Moulton.[35] Na edição de número 8 da All Star Comics de 1941 surge a super-heroína, a Mulher Maravilha. Sua primeira história completa foi lançada em 1942, na Sensation Comics. Poucos meses depois, a personagem ganha sua revista própria no verão de 1942,[26] e o escritório de Nova York de All-American Publications enviou um comunicado de imprensa aos jornais, revistas e estações de rádio em todo os Estados Unidos. A identidade do criador da Mulher Maravilha foi “a princípio mantida em segredo,” foi revelada em um anúncio chocante: o “o autor de ‘Mulher Maravilha’ é o Dr. William Moulton Marston, internacionalmente famoso psicólogo.[36]

Quando foi criada, o mundo dos quadrinhos era estritamente do domínio do homem. No início de 1940 a DC Comics era dominada pelos personagens masculinos com superpoderes tais como Lanterna Verde, Batman, e o principal deles, Superman. Motivado pelo ponto de vista masculino de seus criadores, os heróis de quadrinhos relegaram às mulheres o papel de apoio de mãe, esposa e amiga.[26] Em uma reportagem da revista “New Yorker”, Marston coloca desta forma: “Francamente, a Mulher Maravilha é a propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que deve, creio eu, governar o mundo“. [37] A personagem era um tipo de cavalo de Troia: infiltrava-se nos lares norte-americanos em histórias menos violentas para ensinar às crianças que “o ideal de superioridade masculina e o preconceito contra as mulheres”, nas palavras de Marston, eram prejudiciais.[29] A personagem não tem permissão para matar ninguém, nem estava autorizada a usar a violência, exceto em autodefesa ou em defesa de outros. O amor era – e ainda é – a chave para a força da mulher. Quando a Mulher Maravilha vence o inimigo, ela também torna possível que o vilão veja o erro o dele (ou dela) além de fornecer reabilitação, utilizando seu laço mágico e fazendo com que o delinquente ou os malfeitores possam reconhecer seus erros.

História fictícia

A Ilha Paraíso era habitada pelas antigas amazonas da mitologia, e não havia homens na ilha. Supostamente a Mulher-Maravilha veio ao mundo na Ilha Paraíso como uma estátua de menina criada por Hipólita (rainha das amazonas). Tão apaixonada por sua escultura, a rainha pediu aos deuses que dessem vida a figura, e foi atendida (semelhante ao mito grego de Pigmaleão). Segundo em publicações recentes foi revelado que na verdade ela é filha biológica de Hipólita com Zeus, deus do Céu.

Recebeu o nome de Diana. Assim como todas as amazonas, ela foi presenteada pela maioria dos Deuses do Olímpo, como Atena, que lhe deu a sabedoria; Hermes, lhe deu a velocidade; de Deméter ganhou a força e poder; de Afrodite, enorme beleza e coração amoroso; dos gêmeos Ártemis e Apolo, ganhou os olhos de caçadora, a compreensão das feras e a capacidade de cura acelerada; de Héstia, recebeu a afinidade com o fogo para que os corações se abrissem para ela; de Hefesto, ganhou a imunidade ao fogo, seus braceletes e seu laço mágico; do seu tio Poseidon, ganhou a destreza no nado e de seu pai Zeus,(apesar de que haja discordância sobre que seja realmente seu pai) ela recebeu a herança de semi-deusa e a capacidade de voo.

Quando Diana estava adulta, Steve Trevor, piloto da Força Aérea americana colidiu com seu avião na Ilha Paraíso. A Rainha Hipólita decretou que a amazona que vencesse diversas provas entre elas teria a incumbência de levar Steve de volta aos Estados Unidos, e se tornaria uma campeã em nome das amazonas em território americano. Proibida de participar por sua mãe, Diana se disfarçou e ganhou o contesto, que incluía lutas armadas sobre kangoos (espécies de canguru nativos da Ilha Paraíso), competição de corrida, e aparar balas com seus braceletes.

A Mulher-Maravilha adotou a identidade secreta de Diana Prince, uma enfermeira da Força Aérea americana. Era apaixonada por Steve Trevor. Nesta versão ela não voava realmente (planava em correntes de ar) e usava um rádio de ondas telepáticas. Na história publicada em Sensation Comics #1, janeiro de 1942, havia uma enfermeira de nome Diana Prince, a qual a Mulher-Maravilha ajudou. Esta Diana aceitou deixar que a super-heroína, que desejava ficar do lado do paciente Steve Trevor, assumisse sua identidade enquanto ela partiu para junto de um soldado namorado seu, que estava na América do Sul. Uma das personagens coadjuvantes de maior sucesso era Etta Candy, uma das fãs da Mulher-Maravilha denominadas “Garotas Holliday” (conforme tradução para o português na revista brasileira “Coleção DC 70 anos #3”, da Editora Panini, julho de 2008).

Como oponentes, a Mulher-Maravilha tinha diversos vilões clássicos da Era de Ouro dos Quadrinhos: Maligna (originária de Saturno), Giganta, Cheetah, Rainha Clea (da Atlântida), Doutora Veneno, a sacerdotisa Zara), algumas reformuladas na Era de Prata e que continuam aparecendo nas histórias modernas.

mestre dos quadrinhos

Sem poderes
Em 1968, o título Wonder Woman #178 passou para as mãos de Dennis O’Neil, responsável por modernizar a publicação. Diana perdeu os poderes, as Amazonas foram para uma dimensão paralela, Steve Trevor morreu e a Srta. Prince abriu uma loja de roupas e recebeu treinamento de um monge especialista em artes-marciais, I-Ching. Seguiu-se uma fase de novas tragédias para a personagem, com direito a “traição para o bem” da própria mãe e uma proposta da Amazona para enfrentar 12 desafios e ser novamente aceita na Liga da Justiça.[38] Assim, Dennis O’Neil e Mike Sekowsky traziam a “Nova Mulher-Maravilha”. As amazonas alcançaram seu 10.000º ano na Terra, e com isso tinham que se deportar para outra dimensão, a fim de renovar seus poderes. A Mulher-Maravilha recusou-se a acompanhá-las, pois Steve Trevor, seu amado, havia sido culpado de alta traição pelos Estados Unidos, e ela queria encontrá-lo e ajudar a limpar seu nome. Como resultado, Diana perdeu seus poderes e pediu afastamento da Liga da Justiça.

No documentário produzido pela DC Comics, “Secret Origin: The Story of DC Comics”, de 2010, O’Neil, que nos anos 1970 contestou a censura e introduziu conteúdos que debatiam questões sociais como o racismo, a luta de classes e as drogas, admite ter arruinado a personagem da Mulher Maravilha quando foi encarregado pelas histórias no período entre os anos 1968 e 1972. A ideia do autor era retirar os poderes divinos da heroína, com o intuito de desvincular ela da figura paterna dos Deuses, e transformá-la em uma lutadora de artes marciais, para que seus êxitos fossem frutos de seus atributos e não de poderes atribuídos por outrem. O problema é que com isso, O’Neil “desempoderou” a super-heroína, e, para piorar, fez dela aprendiz de um mestre chinês (um homem) com o nome de um dos maiores clássicos da literatura chinesa, I-Ching.[21]

Diana abandonou as roupas tradicionais e os óculos, e passou a adotar um novo visual, para chamar a atenção de Steve e fazer com que ele esquecesse a Mulher-Maravilha e passou a usar o nome Diana Prince. Desta forma, Diana ficava mais parecida com a personagem Emma Peel interpretada por Diana Rigg do seriado Os Vingadores. Ela, neste estado, estrelou uma série cujo título em português era As Aventuras de Diana (publicada na revista brasileira Quem Foi? da EBAL. A ideia dos criadores era transformar a Mulher-Maravilha em uma mulher independente, sintonizada ao mundo contemporâneo.

Pouco depois Steve Trevor é assassinado e Diana conhece o instrutor de artes marciais cego chamado I Ching, um velho mestre japonês que a instrui e inicia nas artes marciais e ao lado de quem vive muitas aventuras. Ela rapidamente tornou-se plenamente capaz de se defender sem a ajuda de laços ou braceletes mágicos. Ching é assassinado e as Amazonas, arrependidas por deixar a humanidade abandonada à sua própria sorte, resolvem voltar à nossa dimensão.

Devido aos novos rumos que as aventuras da Mulher Maravilha tomaram, a jornalista estadunidense e ativista feminista Gloria Steinem, representou grupos de mulheres que criticaram severamente a “Nova Mulher Maravilha”, Steinem resume a personagem dizendo que “ela não passava de um James Bond entediante e sem a liberdade sexual”. No documentário da DC, O’Neil agradece por Steinem não ter mencionado o nome do autor no artigo que ela escreveu condenando as mudanças na personagem e se desculpa mais uma vez pelo “estrago” que reconhece ter feito.[21] A ausência de poderes durou até 1972, Gloria Steinem, a editora real da revista feminista Ms. Magazine, a pôs na capa da revista Ms. Magazine #1 com seu traje original. Isto gerou polêmica, e a DC rapidamente, em fevereiro de 1972, restaurou a Mulher-Maravilha com seu traje e poderes clássicos.. No Brasil o retorno da Mulher Maravilha só começou a ser publicado a partir de Julho de 1983 pela extinta EBAL (Editora Brasil-América Ltda.).

“Morte”
No final de Crise nas Infinitas Terras, a Mulher-Maravilha recebeu uma rajada do Antimonitor, que involuiu seu corpo de modo que retornou no tempo, voltando a ser barro da Ilha Paraíso. Um último tributo a Mulher-Maravilha Pré-Crise foi vista em Legend of Wonder Woman, minissérie escrita por Kurt Busiek, 1986. Nesta saga, as amazonas se reúnem perante Hipólita, que conta uma aventura de Diana que houve antes de sua “morte”. Ao final, a deusa Afrodite aparece, e diz que estava usando seu poder para manter esta versão pré-crise da Ilha Paraíso e suas habitantes a parte das mudanças causadas pela Crise nas Infinitas Terras; Hipólita diz que não deseja isso. Afrodite então atende seu pedido, eliminando os escudos místicos sobre a ilha. A ilha e as amazonas pré-crise começam a se dissolver, como se nunca tivessem existido. Como um último suplício, Afrodite as transforma em estrelas. Todas as memórias e existência desta versão da Ilha-Paraíso, assim como a Mulher-Maravilha do Pré-Crise, deixam de existir.

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